No Brasil, a Lei 11.770 (de 09/09/2008) prevê incentivo fiscal para as empresas do setor privado que aderirem à prorrogação da
licença maternidade de 120 dias (4 meses) para 180 dias (6 meses).
Tenho a felicidade de trabalhar em uma das empresas que aderiram, para os bebês nascidos a partir de 2010... Se não fosse assim, estaria voltando amanhã ao trabalho e acho que estaria totalmente desesperada neste momento: longe dos 6 meses de amamentação exclusiva para a Luísa, além de ainda considerá-la super frágil e carente de cuidados em período integral.
No Brasil, há uma proposta de emenda à Constituição para a
obrigatoriedade da licença de 6 meses. Vamos torcer para que todas as mamães e bebês brasileiros possam ter este direito!
Para quem acha que 6 meses é muito tempo, segue uma curiosidade: na Austrália, a licença maternidade é de 52 semanas (1 ano)!
Dados da
Sociedade Brasileira de Pediatria apontam que a amamentação exclusiva por 6 meses reduz em 17 vezes as chances de a criança contrair pneumonia, em 5.4 vezes a possibilidade de anemia e em 2.5 vezes a ameaça de crises de diarréia.
A licença maternidade de 6 meses ajuda muito, mas mesmo assim é difícil garantir os 6 meses de amamentação
exclusiva aos filhos de mães trabalhadoras. Em nosso caso, combinamos com a pediatra que começaremos a adaptação da Luísa a outros alimentos cerca de 4 semanas antes de eu voltar ao trabalho.
Vamos manter o leite materno como alimento principal pelos 6 meses, mas vamos deixar que a Luísa experimente outras comidinhas no último mês, para não deixar esta tarefa para o berçário/escolinha. Nosso objetivo é fazer com que a introdução de sólidos na alimentação da Luísa seja um processo tranquilo e natural, com meu acompanhamento de perto.
Mesmo com a introdução de outros alimentos, pretendo manter o aleitamento materno até que a Luísa complete 1 ano, pelo menos (talvez até os 2 anos de idade - como preconiza a OMS). Para isso, terei outros desafios: a manutenção da produção do leite, extração/armazenamento do leite e a conciliação com o trabalho, a aceitação da bebê após provar outros alimentos e outras formas de ingerir o leite (...).
Além da questão da amamentação, acredito que a licença maternidade de 6 meses faz muita diferença para o bebê e para a sua relação com a mamãe! Os dois primeiros anos de vida do bebê são fundamentais para o seu desenvolvimento e acompanhá-lo de perto por, pelo menos, 1/4 deste período é muito importante!
Para o empregador, é difícil passar tanto tempo sem a funcionária: mas isso é uma questão que tem que ser resolvida tanto para a licença de 4 quanto para a de 6 meses. E acho que nós, mães, ficamos tão agradecidas que passamos a admirar ainda mais nosso empregador e voltamos com mais vontade à ativa.
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| Papai e Luísa, no dia em que nasceu |
É uma pena que o pai não possa participar de forma tão próxima deste início da relação com o bebê também. A
licença paternidade é de somente 5 dias corridos (contados a partir do primeiro dia útil após o nascimento da criança). É pouquíssimo tempo, tendo em vista que os primeiros 3 ou 4 dias são passados no Hospital. Quando chegamos em casa é que a ajuda do pai é ainda mais importante e necessária.
Além disso, os pais também têm o direito de curtir o bebê recém-nascido em seus primeiros dias, aprender a cuidar dele e estreitar os laços!
A ONG "Rede de Homens Pela Equidade de Gênero" lançou uma Campanha pedindo pela licença paternidade de 1 mês. A Campanha conta com homens conhecidos no cenário nacional, como José Wilker, Marcelo Serrado e Alexandre Borges.
Nós apoiamos! Vejam abaixo o vídeo de divulgação...
SAIBA MAIS:
* Mais detalhes sobre a Licença Maternidade de 180 dias, como aderir, incentivos fiscais às empresas, etc;
* Mais detalhes sobre a Licença Paternidade de 5 dias;
* Reportagem da Revista Crescer sobre a Licença Maternidade de 6 meses e seus benefícios para a amamentação.