Boas-vindas e Contadores

Este Blog já está em sua terceira versão! Aqui eu me sinto à vontade para ser eu mesma e escrever sobre qualquer coisa que povoe a minha mente. É onde eu desabafo, reflito, compartilho experiências e descobertas, mantenho registro de momentos felizes e de desafios superados, guardo um arsenal de boas memórias, pensamentos e reflexões para me ajudarem nos dias difíceis... Sejam bem-vindos e não pisem na grama, rs... Ah! Se quiser trocar ideias e compartilhar experiências, visite a Página no Facebook, que é uma extensão deste Blog (e acho que os recursos são melhores para todo mundo acompanhar e palpitar)!

domingo, 18 de setembro de 2016

Depressão, pânico e outros fantasmas

Eu já comentei em outras ocasiões sobre o maior desafio em minha vida até hoje - ter, tratar, conviver com, recuperar-me de (...) depressão, transtornos de ansiedade e ataques de pânico.

Neste estado, eu me sinto uma sombra do que sou realmente... morta-viva... tudo parece sem gosto, sem graça... Dolorosamente, confesso que em muitos momentos considerei que morrer talvez fosse a melhor solução, mas sempre fui totalmente contra a ideia do suicídio.. Na verdade, tudo o que eu precisava era de ajuda para sair desta situação.

Minha irmã Vivi compartilhou comigo este artigo, escrito por um repórter do Zero Hora (Marcelo Monteiro), que também enfrentou este desafio e conta a sua experiência. Achei fantástico e compartilho aqui também: clique para acessar. Realmente me identifiquei demais com o relato dele e gostaria muito de ter tido acesso a um artigo como este em 2011...





sábado, 17 de setembro de 2016

Entrevista...

Eu havia visto no Facebook e, curiosa, resolvi fazer com as meninas, separadamente.
A proposta era: "Faça essas perguntas ao seu filho e poste exatamente o que eles dizem!"

Qual é o seu nome? 
Luísa: Luísa
Ísis: Zizi... Opa! É Ísis, né?

Quantos anos você tem? 
Luísa: 5
Ísis: 3

Quando é seu aniversário? 
Luísa: Dia 14 do 11
Ísis: Já tá chegando, né mamãe!?

Quantos anos tem o papai? 
Luísa: 37
Ísis: Às vezes eu não lembro

Quantos anos tem a mamãe? 
Luísa: 36
Ísis: 36

Qual é a sua cor favorita? 
Luísa: Rosa
Ísis: Roxo

Qual é a sua comida preferida? 
Luísa: arroz, feijão, strogonoff de frango, purê de batata, salada (só que não gosto de cenoura e beterraba), churrasquinho do papai e carolina
Ísis: arroz, feijão, macarrão, tomate, pepino, palmito, brocólis e também franguinho, carninha, linguiça... e carolina também!

Quem é o seu melhor amigo e sua melhor amiga? 
Luísa: Lari e Maria Lúcia / Flávio e Danilo
Ísis: Sophia Galvão e Miki / Gustavo e Pedro - tem muita menina e só 2 meninos na minha sala

Qual é o seu programa preferido? - Achei interessante ambas saberem que o que eu estava perguntando era o que gostavam de assistir na TV. 
Luísa: Pokèmon e Ladybug
Ísis: Loui, Daniel Tigre e também Pokèmon

Qual é a sua música preferida? 
Luísa: da abertura do Pokêmon
Ísis: da borboletinha (Borboletinha tá na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha...)

Qual é o seu animal preferido? 
Luísa: Unicórnio e cachorro
Ísis: Elefante, girafa e unicórnio

Do que você tem medo? 
Luísa: De nada - eu sou muito corajosa... Na verdade, tenho medo de que a pomba coma o meu pastel - Tínhamos acabado de voltar da Av. Paulista, onde elas comeram pastel de queijo e estava cheio de pombas por perto.
Ísis: De aranha, de cobra e de ir naquele barco graaaande (mas a Nati também tem medo) - A Ísis lembrou das nossas últimas férias, no Chile, quando fomos juntas em um brinquedo como o Barco Viking na Fantasilândia. 

Onde você mais gosta de ir? 
Luísa: Na praça, na casa da vovó e no zoológico... e viajar para todos os lugares que a gente vai. Viajar é muito legal.
Ísis: Passear com a mamãe, com o papai e com a minha irmã. Para onde? Olímpia, Ubatuba e Praça.

O que você quer ser quando crescer? 
Luísa: Veterinária, porque eu quero cuidar do cachorro e outros bichinhos... até do elefante.
Ísis: Bombeiro porque eu gosto de ter carro vermelho. Eu vou ser igual a Marshall - do desenho Patrulha Canina, a dálmata.

O que a mamãe mais gosta de fazer? 
Luísa: Navegar na Internet
Ísis: Dar beijo em mim! - Ai, que fofa!!!

Do que você mais gosta de brincar? 
Luísa: Gosto de brincar com a Zizi - Acho lindo este amor de irmãs!
Ísis: De fazendinha e de fazer cabana com a Lulu... - Achei que ela ia falar que era de pecinhas de montar! Todos os dias quando chegava da escola e eu perguntava o que tinha sido mais legal, ela dizia isso... 

O que o papai mais gosta de fazer? 
Luísa: Assistir televisão
Ísis: Dar beijinho na Zizi, na mamãe e na Lulu - Fofa! Fofa! Fofa!

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Sol e o Vento

Eu gosto muito desta Fábula de Esopo, que conta que o vento e o sol brigavam sobre quem era o mais forte.
Ao avistar um velho andarilho, o vento disse:
- Sei como decidir o nosso caso. Vê aquele velho lá embaixo? Aposto que consigo tirar o casaco dele mais depressa que você.
Concordando, o sol retirou-se para trás de uma nuvem e o vento começou a soprar com toda a sua força, tornando-se quase um tornado.
Quanto mais o vento soprava, mais o homem segurava o casaco contra o seu corpo. Depois de muito tentar, já cansado, o vento desistiu. Então, o sol saiu de seu esconderijo e, com todo o seu esplendor, sorriu gentilmente para o velhinho que, secando o suor da testa com a mão, tirou o casaco.
Satisfeito, o astro-rei disse ao vento:
- A gentileza e a amizade são sempre mais fortes que a fúria e a violência.

Esopo foi um escravo grego que viveu na corte de Croeso e criou fábulas imortais 600 anos antes de Cristo, mas as verdades que ele ensinou sobre a natureza humana são tão verdadeiras hoje quanto eram 26 séculos atrás em Atenas. A gentileza, a abordagem amistosa e a apreciação podem fazer as pessoas mudarem de ideia mais rapidamente do que todo o barulho e violência do mundo. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Perda

Pouca gente sabia sobre a minha terceira gravidez, mas nós estávamos em festa desde a descoberta, no dia 02/02/2016, com um teste positivo de farmácia e os tradicionais enjôos que me acompanham desde os primeiros dias de gestação!
Na noite daquele mesmo dia, quando contamos a notícia para nossas filhas, a Luísa (5 anos) disse que não era uma novidade, pois já sabia que o seu irmão Leo viria! - Eu expliquei que ainda não sabíamos se o bebê seria um menino ou uma menina, mas eu já havia pego a guia de todos os exames de Pré Natal, incluindo o pedido do exame de sexagem fetal (para o qual teria que aguardar a 8a. semana de gestação). Infelizmente, não houve tempo.
A Ísis (3 anos) disse que queria outra menina, para brincar de boneca com elas.

Tenho um primeiro registro feliz de nosso bebê: o seu coraçãozinho pulsando em meu ventre, com 6 semanas de vida (dia 05/02). Como é grande a emoção quando temos esta primeira visão.
Não sei por que e nem acho que seria esperado que eu soubesse, mas quando realizamos o segundo ultrassom, com 7 semanas (dia 12/02), vimos que o seu coraçãozinho já não batia.
Ainda com uma ponta de esperança, repetimos o exame no dia seguinte, com o médico que fez o parto da Ísis, mas o quadro foi confirmado.
Simples assim... Nenhum sinal de má formação, nenhuma anormalidade, somente um silêncio profundo, uma ausência de vida, uma tristeza imensa... a queda de um sonho.

A parte mais difícil foi tomar coragem para compartilhar a notícia com as meninas, que nas últimas 2 semanas não paravam de falar do irmão Leo. Mas elas são dois anjinhos e nos fazem sorrir até no momento de dor...
O papai assumiu bravamente a missão e contou que estávamos tristes porque o bebezinho não viria agora, que não estava mais na barriga da mamãe e que o Papai do Céu iria cuidar dele agora.
A Luísa, sempre surpreendente, falou que o papai do céu quis o Leo de volta e ainda falou com um arzinho de lamento: "Ai, ai, ai, Papai do Céu!".
A Ísis queria ver o Leo, já que ele tinha saído da minha barriga... Eu fiquei muda, mas a Luísa explicou para a irmã que o bebê ainda era do tamanho de uma bactéria, que não dava para ver. Depois a Zizi ficou mandando beijinhos para o céu... mas ainda perguntou umas duas ou três vezes se o Leo já tinha voltado.

Acho que nunca chorei tanto quanto naquela sala do Laboratório e nos momentos e dias seguintes. É estranho lidar com a perda de alguém que nem cheguei a conhecer, mas que já acalentava, por quem já vibrava muito amor, alguém que já fazia parte da família. Mas faz parte da vida... Sei que esta é uma daquelas situações que não temos outra escolha, senão aceitar. Esta é mais uma oportunidade para eu aprender a lidar com as perdas e frustrações.

Dizem que não deveríamos compartilhar a notícia da gravidez antes das 12 semanas de gestação, quando passa a fase mais crítica, mas como eu poderia não compartilhar a tristeza da perda também? Acho que ficaria louca...
É muito bom acreditar em um Deus bom e justo, que sabe o que faz, ainda que a gente não consiga entender. Sei que tudo serve a Deus e que tudo concorre para o nosso próprio bem, então precisamos seguir em frente...

A parte chata agora é lidar com o desfecho. Tenho consulta com a minha médica hoje à noite e estou um pouco aflita. Não sei se irei aguardar o organismo liberar naturalmente (já existe um sinal de descolamento de placenta, mas o processo é lento) ou se me submeto a uma curetagem. Força, foco e fé... e orações, por favor!
-- Aguardei 10 dias, na tentativa de que tudo se resolvesse de maneira natural, mas não foi possível. Acabei realizando o procedimento cirúrgico de curetagem. Saí da maternidade de braços vazios e com o coração partido.
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